Manchas na pele que não são de nascença podem ser causadas por excesso de sol, envelhecimentos, alergias, ou até mesmo, câncer. Mas elas podem ser identificadas e tratadas por um dermatologista ao longo dos anos. Para esse tratamento, comumente são usados os ácidos, e, entre eles, está a figura frequente do ácido kójico. Ele é um despigmentante natural produzido a partir de um cogumelo japonês e seu tratamento pode apresentar inúmeros benefícios quando comparados com outros ativos.

Ácido kójico tem a vantagem de poder usar durante o dia

O ácido kójico age inibindo a tirosinase, uma enzima que transforma o aminoácido tirosina em melanina. Com isso, ele inibe a formação de melanina, diminui a pigmentação da pele e, consequentemente, as manchas, clareando também as já existentes, sejam elas grandes ou pequenas. “Apesar disso, o ácido kójico é um pouco menos potente que outros ácidos, mas pode ter seu efeito potencializado se manipulado junto com outros ativos”, explica o dermatologista Murilo Drummond.

Entre as vantagens do ácido kójico está o fato de o despigmentante não ser fotossensível e poder ser usado com segurança durante o dia, sem medo de causar problemas. Mas sempre acompanhado do protetor solar quando for se expor ao sol. “Por ser mais leve, ele também é menos irritante que outros clareadores, como a hidroquinona e o ácido retinoico. Também poder ser usado em diferentes concentrações e em peles sensíveis. E não existem relatos de alterações do feto em mulheres grávidas, nem relação com o câncer”, completa a dermatologista Tatiana Matos. Os tratamentos com esse ácido podem ser encontrados em cremes, pomadas e em procedimentos em clínicas estéticas, como o peeling. Os efeitos começam a aparecer de 15 a 30 dias de uso.

Ácido tem menos contra-indicações que outros mais potentes

O ácido kójico tem poucas contra-indicações, mas é sempre importante consultar um dermatologista para saber se ele se adequa ao seu caso. Em manchas vermelhas, vasculares ou com pouca melanina, o efeito pode ser quase nulo. “Pessoas com a pele muito oleosa ou pele muito espessa tem menor resposta ao ácido kójico”, alerta Tatiana .

Dr. Murilo Drummond é dermatologista, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) – CRM: RJ 52337051 – drmurilodrummond.com.br

Dra.Tatiana Matos é dermatologista. CRM-BA 16601

fonte: http://cuidadospelavida.com.br/pele-e-beleza/cuidados-com-a-pele/acido-kojico-atua-remocao-manchas-pele